O Governo de Minas anunciou nesta terça-feira a destinação de R$ 32 milhões em patrocínios para três clubes da capital: Atlético-MG e Cruzeiro receberão R$ 15 milhões cada, e o América-MG terá R$ 2 milhões. A assinatura do protocolo ocorreu na sede do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e teve a presença de dirigentes das três equipes.
A iniciativa estadual surge após a publicação da medida provisória federal que suspende a atividade de casas de apostas no Brasil — medida que interrompeu receitas já contratadas por clubes. Codemge e Cemig foram apontadas como as estatais que estamparão as marcas nas camisas, em espaços a serem negociados sem, segundo o governo, interferir em acordos comerciais vigentes.
O Executivo mineiro condicionou os patrocínios a contrapartidas: investimentos no futebol feminino e distribuição de ingressos gratuitos para estudantes de baixa renda em jogos específicos. O governador afirmou que a ação visa dar suporte diante da mudança repentina no cenário nacional e servir de exemplo para empresas privadas do estado, além de indicar conversas com Athletic-PR e Uberlândia sobre possíveis apoios.
A operação eleva o debate sobre dependência financeira dos clubes em patrocinadores de alto risco e sobre o papel do poder público na compensação de receitas privadas. Embora o governo ressalte que não pretende substituir o mercado, a mobilização de estatais para cobrir lacunas comerciais pode suscitar questionamentos sobre prioridades orçamentárias e transparência dos termos negociados.