Leandro Borges do Nascimento, 38 anos, virou notícia em Uberaba por uma paixão pouco comum entre brasileiros: o amor declarado pela seleção argentina. Vigilante de profissão, ele eternizou Diego Maradona no braço direito e acompanhou com apreensão e expectativa a semifinal contra a Inglaterra, diante da qual havia previsto o placar apertado.
Confiante para a final diante da Espanha, Leandro não esconde a aposta — crava 1 a 0 para os hermanos — e já prometeu uma nova tatuagem caso a Argentina confirme o quarto título. A relação com a seleção vai além do folclore: é ritual. Ele coleciona camisas albicelestes, virou torcedor do River Plate e prefere transmissões com narração em espanhol.
A história do torcedor começou aos 13 anos, quando se encantou com a garra e o estilo do futebol argentino, ainda com nomes como Batistuta e Crespo pela memória. Desde então, os finais de semana com amigos ganharam tradição: churrascos inspirados na Argentina e mesas reunidas para ver os jogos se tornaram parte da rotina.
Apesar do otimismo com a campanha atual, Leandro admite apreensão pelo futuro pós-Messi. Para ele, substituir o nível decisivo do craque será tarefa difícil, e haverá um novo ciclo a ser construído. A aposta em uma despedida vitoriosa, portanto, vale tanto pela homenagem quanto pela esperança de um legado que resista à transição.