Em Miami, na sexta-feira (5), o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, entregou ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, o marco regulatório da Copa do Mundo Feminina de 2027, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na terça (2). A ação formaliza regras e mecanismos que, segundo o Ministério, dão segurança jurídica para a realização do torneio no Brasil.

Na apresentação, o governo também informou a conclusão das inspeções técnicas nas oito cidades-sedes: Rio de Janeiro (Maracanã), Salvador (Casa de Apostas Arena Fonte Nova), São Paulo (Neo Química Arena), Belo Horizonte (Mineirão), Brasília (Arena Mané Garrincha), Fortaleza (Castelão), Porto Alegre (Beira-Rio) e Recife (Arena de Pernambuco). O cronograma oficial aponta o período de disputa entre 24 de junho e 25 de julho de 2027.

Cordeiro destacou que o país está cumprindo os compromissos da candidatura, enquanto Infantino disse ter confiança no sucesso do evento. Até agora, além do Brasil, dez seleções já confirmaram presença: Austrália, China, Coreia do Norte, Coreia do Sul, Filipinas, Japão, Nova Zelândia, Alemanha, Argentina e Colômbia; outras vagas sul-americanas ainda serão definidas pela fase final da Liga das Nações da Conmebol.

A sanção do marco e a ratificação das sedes representam avanço administrativo e simbólico para o futebol feminino, mas transferem ao governo e às gestões locais a exigência de entregar obras, logística e segurança dentro do prazo. Trata-se de um teste de capacidade operacional que terá impacto político: falhas poderão gerar desgaste institucional e custo político para os responsáveis, enquanto uma organização bem-sucedida reforçará a imagem do país como anfitrião de grandes eventos.