O Mirassol deixou a Copa Libertadores com saldo financeiro positivo, mesmo com a eliminação diante da LDU nos pênaltis: a campanha rendeu US$ 3,61 milhões, cerca de R$ 18,6 milhões. É a primeira participação do clube em torneio internacional e a quantia incrementa de forma concreta o caixa, com impacto imediato no orçamento e na capacidade de investimento do clube para 2026.
A composição do valor é direta: US$ 1 milhão pela primeira fase, outros US$ 1,36 milhão relativos ao desempenho na fase de grupos (a Conmebol paga US$ 340 mil por vitória; o Mirassol venceu quatro dos seis jogos) e US$ 1,25 milhão pela classificação às oitavas. A eliminação nas penalidades também representou perda de receita potencial: a vaga nas quartas valia, segundo a entidade, mais US$ 1,7 milhão (aprox. R$ 8,7 milhões).
No campo, porém, a situação continua preocupante. Fora da Libertadores, o clube agora concentra todas as atenções no Campeonato Brasileiro: o Leão é 17.º, com 23 pontos, dentro da zona de rebaixamento. A injeção financeira não corrige automaticamente problemas técnicos e de gestão esportiva e tampouco garante recuperação imediata. Pelo contrário, a saída do torneio internacional reduz exposição e receitas futuras que poderiam aliviar a pressão.
O desafio de Rafael Guanaes e da diretoria é converter esse ganho em fortalecimento do elenco e da estrutura sem comprometer a sustentabilidade. No curto prazo, o foco é o confronto direto contra o Santos, neste domingo: um resultado negativo ampliaria o custo esportivo da campanha continental, que, apesar da bonificação, não livra o Mirassol da rota de risco no Brasileirão.