Alex Muralha foi, disparado, o pior em campo. Duas falhas em menos de 12 minutos abriram caminho para o Vitória criar vantagem de 2 a 0: na primeira, saiu mal da área e perdeu o tempo de bola; na segunda, voltou a errar, compartilhando a responsabilidade com Gabriel Knesowitsch. Ainda que tenha feito algumas defesas depois, o estrago inicial condicionou todo o primeiro tempo do Mirassol.

A partida teve desempenho discreto de laterais e zaga com pontos positivos e fragilidades. O lateral direito subiu menos ao ataque que o habitual e acabou errando um passe que originou contra-ataque adversário. Um dos zagueiros foi batido nas costas no lance do segundo gol do Vitória, mas compensou no jogo aéreo, vencendo a maioria dos duelos. Um reforço na segunda etapa entrou firme, acertando todos os 30 passes que tentou.

No meio-campo, Chico Kim foi o grande destaque técnico: comandou o jogo com 111 passes, 103 certos, e levou perigo em arremates de fora da área. Houve, porém, meias que passaram em branco — um deles terminou com apenas 18 passes e pouca influência defensiva. As alterações de Rafael Guanaes reordenaram o setor e deram mais fluidez às transições pelo lado esquerdo.

O ataque, que pouco apareceu no primeiro tempo, respondeu na etapa final. Dois atacantes entraram com intensidade: um deles participou da jogada do primeiro gol e o outro, retornando de lesão, foi decisivo ao marcar o empate aos 45 minutos, depois de uma cabeçada na trave que já indicava reação. A aposta do técnico funcionou: Mirassol evita derrota e recoloca equilíbrio em um jogo que poderia ter sido perdido logo cedo.