O Mirassol confirmou superioridade e derrotou a LDU por 2 a 0, em partida válida pela fase de grupos da Conmebol Libertadores. O triunfo foi forjado em jogo coletivo: desde o primeiro tempo o Leão impôs ritmo e finalizou muito mais (sete finalizações contra uma dos equatorianos na etapa inicial). A equipe soube sofrer sem dois titulares importantes — Alesson e João Victor — e converteu volume de jogo em eficiência.

Rafael Guanaes foi o principal nome da noite. Voltou a marcar após mais de cinco meses — fechando o placar em cobrança de pênalti — e apareceu com muita presença ofensiva: descidas recorrentes, 13 cruzamentos para a área e destaque na recomposição, com oito bolas recuperadas e um corte. A atuação dele deu mobilidade ao ataque e estabilidade no trabalho de transição.

A solidez defensiva também apareceu em números espalhados pelo time: o goleiro foi pouco exigido, mas respondeu quando acionado, realizando duas defesas importantes; defensores e volantes somaram recuperações e cortes cruciais (entre elas sete cortes listados para um dos zagueiros e recuperações que neutralizaram a principal proposta da LDU). O volante de contenção, por exemplo, acumulou desarmes e duelos ganhos que desmontaram as tentativas adversárias de infiltração.

As peças de velocidade e as trocas no segundo tempo controlaram a partida: um dos atacantes concessionou o pênalti que resultou no segundo gol e outro jogador entrou com dez ações e duas finalizações no alvo. Um cruzamento de escanteio originou o primeiro gol, e um meia com alta precisão — 16 acertos em 17 passes antes de ser substituído — ajudou a manter o pulso do jogo. No fim, a vitória foi madura: dominou, matou as jogadas de risco e comprovou rendimento coletivo sem resortar a heróis isolados.