O Mirassol viu a chance de empatar o duelo de volta das oitavas da Copa do Brasil ser anulada aos 27 minutos do 2º tempo. Bruno Santos chegou a balançar as redes, mas o árbitro assinalou toque de mão de André Luís na assistência. O VAR checou a jogada e não recomendou a revisão no monitor, mantendo a decisão de campo. Com a vitória por 1 a 0 na Arena do Grêmio, a equipe gaúcha avançou às quartas.

Depois do jogo, o centroavante do Mirassol admitiu que a bola tocou no braço, mas questionou a interpretação. Segundo ele, a bola bateu primeiro no rosto e o braço estava junto ao corpo; na sua visão, o último passe foi com o joelho. A reclamação toca na percepção de inconsistência entre como lances semelhantes são avaliados em diferentes áreas do campo.

O gol confirmado levaria o agregado a 2 a 2 e forçaria a decisão nos pênaltis — uma diferença prática que muda totalmente a dinâmica do confronto. A eliminação encerra a melhor campanha do Mirassol na história da competição e também marcou a primeira derrota do clube para o Grêmio, em seis encontros.

Além do revés esportivo, o episódio reabre o debate sobre a aplicação do VAR e a necessidade de critérios mais claros. O Mirassol volta a campo domingo, às 11h, contra o Cruzeiro, pelo Brasileirão, com a missão de recuperar o ritmo e minimizar o impacto da eliminação sobre a temporada.