A classificação antecipada do Mirassol para as oitavas da Libertadores criou um dilema logístico: a Conmebol exige no mínimo 20 mil lugares para as fases de mata-mata e o Maião comporta 12 mil. O clube recorre a um precedente regional para tentar reverter a exigência — o Independiente del Valle jogou em seu estádio de 12 mil lugares nas oitavas de 2023 — e aguarda a avaliação da entidade.
Desde o ano passado o Leão aplicou mais de R$ 8 milhões em intervenções no Maião: revitalização da fachada, instalação de reconhecimento facial, proteção de vidro no lugar do alambrado, reformas em banheiros, nova iluminação e construção de camarotes. A diretoria enfatiza que, apesar da lotação limitada, a infraestrutura atende aos padrões de conforto e segurança, e há obras em andamento para ampliar áreas VIP.
Ao confirmar a vaga na Libertadores, a Conmebol pediu um plano B e o Mirassol indicou o Pacaembu como alternativa temporária. Outra opção cogitada — o Teixeirão, em São José do Rio Preto — foi desconsiderada diante de problemas estruturais e de uma aprovação com restrição para 16 mil torcedores pela federação estadual. No papel, a decisão final sobre o local será definida em diálogo entre clube e Conmebol.
Além do aspecto institucional, há impactos práticos: o clube prefere jogar no Maião pela força que tem demonstrado em casa — venceu as três partidas que fez como mandante no grupo — e para preservar receita e torcida. Se a Conmebol mantiver a exigência de capacidade, o Mirassol terá de arcar com mudanças logísticas e custos extras, ampliando o desafio para um clube de interior em sua estreia continental.