O Mirassol saiu do Beira-Rio com um resultado que tem sabor de alívio: 2 a 1 sobre o Internacional, numa partida em que a solidez defensiva foi determinante. Com o técnico suspenso, o auxiliar van Baitello montou um sistema com três zagueiros pela primeira vez, leitura que travou a linha de criação do adversário e ofereceu mais segurança para o contragolpe.
A defesa foi destaque explícito. O goleiro fez seis defesas, cinco delas dentro da área, e não teve culpa clara no gol sofrido. Entre os zagueiros, houve números impressionantes: um jogador somou 15 duelos ganhos e outro foi consistente nos cortes — sobretudo pelo alto — o que cancelou as investidas do Inter e justificou a aposta no trio central.
No ataque, Lucas Oliveira foi decisivo ao marcar e encerrar um jejum que durava mais de três anos, sendo eleito um dos melhores em campo ao lado de Willian Machado. O setor ofensivo também contou com um primeiro tempo criativo: quem assinou as duas assistências deixou os atacantes em condições claras para balançar as redes. O centroavante fez o 2 a 0 com um gol típico de referência de área, mas o time ainda sofreu perigo nos minutos finais, quando substitutos perderam chances e uma delas quase resultou em contra-ataque perigoso.
Apesar do triunfo, o Mirassol mostrou fragilidades com a bola: alguns jogadores tiveram baixo índice de acerto em passes — houve casos com 48% e 40% de aproveitamento em tentativas individuais — e perdas de posse que precisam ser corrigidas para dar sustentabilidade ao resultado. A novidade tática funcionou hoje e dá fôlego ao clube, mas manter o rendimento exige aperto técnico e atenção às trocas no segundo tempo.