Mirra Andreeva, 19, confirmou seu talento em Paris e avançou à primeira final de Grand Slam da carreira ao derrotar a ucraniana Marta Kostyuk (n.15) por 6/1 e 6/3, em 1h16. Número 8 do mundo, a russa fez uma partida muito consistente e escreveu um marco: é a primeira atleta nascida a partir de 2005, entre homens e mulheres, a disputar a decisão de um major.

A vitória de Andreeva não precisou de rebuscamentos. Ela impôs ritmo desde o início, aproveitou oportunidades e evitou oscilações que poderiam abrir caminho para a reação da adversária. A russa destacou, ao final, as condições difíceis — calor e vento —, mas disse que manteve a concentração e a mentalidade de lutar até o fim, o que decidiu o jogo a seu favor.

Além da vaga na final, o resultado amplia a leitura sobre a renovação do circuito: Andreeva já havia acumulado mais vitórias em chaves de Grand Slam antes dos 20 anos do que Coco Gauff e vinha de semifinal em Roland Garros em 2024. Entre os últimos 30 anos, ela figura entre as mais jovens a chegar à decisão do torneio, ao lado de nomes como Martina Hingis, Kim Clijsters e Coco Gauff.

O adversário na final será conhecido ainda hoje, no duelo entre a russa Diana Shnaider (23ª) e a polonesa Maja Chwalinska (114ª). A perspectiva agora é outra para Andreeva: da consolidação como promessa para a confirmação em partidas decisivas, com um título de Grand Slam capaz de acelerar a projeção — e as cobranças — sobre sua carreira.