A Croácia confirmou vitória por 1 a 0 sobre o Panamá, com gol de Budimir, e aproveitou o triunfo para prestar homenagem a Luka Modric: titular na partida pelo Grupo L da Copa do Mundo, o meia completou 200 jogos pela seleção e foi carregado pelos colegas, que mostraram uma camisa com a inscrição “legado infinito”. A cena teve tom de despedida em campo, diante da marca alcançada.
Modric, que estreou pela seleção em março de 2006 aos 20 anos, soma passagens por quatro Copas (2006, 2014, 2018 e 2022) e foi peça central nas campanhas que levaram a Croácia ao vice-campeonato em 2018 e ao terceiro lugar em 2022. Capitão desde 2016, ele superou recordes de aparições e hoje é seguido no ranking de partidas por Ivan Perisic (137) e por Darijo Srna (134). Em 2023, também esteve entre os protagonistas na campanha que levou a Croácia ao vice da Liga das Nações.
O episódio no torneio de 2026 destaca outra peculiaridade: Modric é o terceiro jogador de linha mais velho a disputar uma Copa, atrás de Roger Mila e Cristiano Ronaldo. O próprio meia já anunciou que a aposentadoria da seleção ocorrerá após o Mundial, encerrando uma trajetória de mais de 17 anos com a camisa croata. No clube, disputou a última temporada pelo Milan e tem a renovação em análise, o que deixa em aberto seu futuro no futebol.
Além do valor simbólico da celebração, a marca de 200 jogos sinaliza um ponto de inflexão para a Croácia: o país perde progressivamente o líder em campo e terá de desenhar uma transição sem comprometer competitividade em torneios. A vitória sobre o Panamá alivia no curto prazo, mas o discurso no vestiário e a camisa exibida mostram que o torneio virou palco de um fim de ciclo e de um legado que a seleção terá de preservar nos próximos anos.