Luka Modric teve uma estreia distante do esperado na quinta participação em Copas. Aos nove minutos, o capitão da Croácia tentou cortar uma bola dentro da área e acabou cometendo pênalti — convertido por Harry Kane —, cenário que abriu o jogo de maneira adversa para a seleção.
O meia, que vestiu a camisa 10 e segue como referência de uma geração vitoriosa, não conseguiu participar de forma decisiva nas ações ofensivas do primeiro tempo e não registrou finalizações. Na primeira janela de substituições, o técnico Zlatko Dalić optou por retirá‑lo no início do segundo tempo para a entrada de Mateo Kovačić.
Mesmo em uma atuação discreta, Modric manteve desempenho sólido no passe: acertou os 27 passes que tentou enquanto esteve em campo. A marca pessoal segue grande — a partida foi a de número 199 pela seleção, e o veterano pode alcançar 200 jogos já no próximo confronto com o Panamá.
A leitura tática é clara: aos 40 anos, Modric segue relevante na construção, mas a decisão de tirar o capitão cedo aponta para dúvidas sobre seu ritmo e intensidade em partidas decisivas. A alteração de Dalić reforça a necessidade de ajustar minutos e funções para que o time encontre equilíbrio sem depender exclusivamente do ídolo.