O técnico do Japão, Hajime Moriyasu, virou figura central da campanha japonesa na Copa de 2026 não apenas pelas escolhas táticas, mas por episódios que chamaram atenção do público. Aos 59 anos, ele chega ao confronto com o Brasil — marcado para segunda-feira, às 14h (de Brasília), em Houston — como referência de uma seleção que busca vaga nas oitavas e soma carisma à disciplina em campo.
No comando desde depois da Copa de 2018, Moriyasu é o primeiro treinador japonês mantido entre duas edições do Mundial. Sua trajetória à frente da seleção tem números expressivos: 107 jogos e 74 vitórias. A evolução se vê nos resultados recentes: o Japão terminou em segundo no Grupo F, empatou com a Holanda, venceu a Tunísia por 4 a 0 e empatou com a Suécia por 1 a 1; na preparação para o torneio, já havia superado seleções de peso, incluindo vitórias sobre Brasil e Inglaterra.
Além do trabalho de quadra, imagens do técnico chamaram atenção. Ele foi visto emocionado durante o hino na estreia, recorreu a uma placa improvisada à beira do campo para indicar o tempo de jogo e chegou a viralizar ao tirar uma selfie com Harry Kane em Wembley. A postura de Moriyasu combina rigor técnico com gestos que aproximam torcida e equipe — reflexão da identidade coletiva que procura imprimir.
No aspecto esportivo, a leitura é clara: o Japão não é apenas curiosidade midiática, mas um adversário organizado e em ascensão. Moriyasu tem dito que enfrentar o Brasil é importante para o crescimento japonês e que a equipe acredita ter chances reais. Para o Brasil, o duelo é prova de fogo; para o Japão, oportunidade de confirmar que a evolução tática e a confiança coletiva se traduzem em resultado nas fases decisivas.