Morreu nesta terça-feira Arthur Muhlenberg, conhecido como a voz da torcida do Flamengo no ge. O publicitário tinha 62 anos e, desde 2007, colaborava com o Grupo Globo — período em que assumiu a liderança do espaço que se tornou ponto de encontro da arquibancada virtual rubro-negra.

Muhlenberg construiu carreira entre o jornalismo e a paixão clubística, transformando crônicas pré e pós-jogo em narrativa que dialogava com milhares de torcedores. Autor de obras dedicadas ao Flamengo, ficou conhecido por um estilo irônico e por expressões que entraram no vocabulário da torcida, mobilizando leitores e colegas no universo esportivo.

Nos últimos meses, o publicitário vinha internado por uma doença pulmonar, quadro que apareceu após sua recuperação de uma leucemia — ele havia passado por transplante de medula óssea. A informação sobre o período de internação e a trajetória de saúde foi confirmada por relatos próximos e por registros públicos de sua atuação no ge.

Além do conteúdo jornalístico, Muhlenberg deixa legado na literatura do clube e na maneira como as histórias da torcida foram contadas: uma ponte entre paixão e análise, com humor e memória. A morte interrompe uma voz que, para muitos rubro-negros, representava tanto a comemoração quanto a frustração diante dos altos e baixos do Flamengo.