Ídolo do Bahia nas décadas de 1970, Douglas da Silva Franklin morreu na manhã deste domingo, em São Paulo. Tinha 76 anos. Na véspera de uma decisão do clube continental, o ex-jogador chegou a visitar o Fazendão, o centro de treinamentos do Esquadrão, reforçando o vínculo estreito com a torcida mesmo décadas após encerrar a carreira.

Douglas defendeu o Bahia entre 1972 e 1980 e é figura central na história do clube: disputou 456 partidas, marcou 184 gols — o suficiente para ocupar a segunda posição no ranking de artilheiros — e é reconhecido como o maior fornecedor de assistências da história tricolor. Foi peça-chave na sequência de sete títulos estaduais conquistados entre 1973 e 1979.

Antes de vestir a camisa do Esquadrão, atuou pelo Santos entre 1967 e 1971, onde anotou 75 gols e formou, em campo, parcerias que o colocaram em contato com jogadores da geração de Pelé. Além de Bahia e Santos, a trajetória do meia-atacante inclui passagens por clubes como Vitória, Leônico e Portuguesa.

O Esporte Clube Bahia divulgou nota de pesar, lamentando a perda e prestando solidariedade aos familiares e amigos. Para a torcida, Douglas permanece como símbolo de uma era e referência técnica: sua morte marca o fim de um capítulo importante da memória do clube e reacende as lembranças da sua contribuição para o futebol baiano.