Oscar Schmidt, conhecido como Mão Santa e um dos maiores nomes do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos, após passar mal em São Paulo. O Clube de Regatas do Flamengo divulgou nota de pesar lembrando a genialidade e a paixão do jogador, cujo estilo e arremessos marcaram época entre a torcida rubro-negra.
Chegou ao Flamengo em 1999 e encerrou ali sua trajetória em 2003, período em que se consolidou como referência: disputou 219 partidas pelo clube e anotou 7.241 pontos, média próxima a 33 por jogo. Foi bicampeão carioca (1999 e 2002) e vice-campeão brasileiro em 2000; a regularidade nas cestas rendeu a ele o título de cestinha em diversas edições estaduais e nacionais.
Além do sucesso nas quadras do país, Oscar acumulou números impressionantes ao longo da carreira — 49.737 pontos é o total frequentemente citado, ainda que considerado extraoficial por lacunas nas súmulas históricas. Sua chegada ao Flamengo foi celebrada por ídolos como Zico e Romário, e um dos episódios mais lembrados foi a única partida que chegou a dividir em quadra com o filho Felipe, em 2002, aos 44 anos.
A morte de Oscar representa perda sentida não só pela Gávea, mas pelo basquete brasileiro como um todo. Seu legado vai além das estatísticas: serviu de exemplo de longevidade, protagonismo e identificação com a torcida. Resta agora à nova geração preservar a memória de um jogador que ajudou a projetar o esporte no país.