Morreu nesta sexta-feira (17) Oscar Schmidt, aos 68 anos, em Santana de Parnaíba (SP). Segundo a Prefeitura, ele passou mal em casa e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana já em parada cardiorrespiratória, chegando à unidade sem vida. Há cerca de 15 anos ele convivia com um tumor cerebral.

Conhecido como 'Mão Santa', Oscar foi um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro. É apontado como o segundo maior pontuador da modalidade, com 49.973 pontos, e detém o recorde de maior cestinha dos Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos. Recentemente, em 8 de abril, recebeu homenagem do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e teve seu nome incluído no Hall da Fama da entidade; também integra o Hall da Fama da FIBA.

O Ministério do Esporte divulgou nota de pesar e ressaltou que a trajetória de Oscar deu visibilidade excepcional ao basquete nacional e inspirou várias gerações de atletas e torcedores. Na mensagem, o ministro Paulo Henrique Cordeiro afirmou que a carreira do ex-jogador encheu de orgulho o país e transmitiu solidariedade à família e aos fãs.

A perda de Oscar reaviva o reconhecimento internacional de sua carreira e deixa um legado difícil de mensurar: além dos números, sua trajetória ajudou a projetar o basquete brasileiro. A homenagem do COB e as menções em Halls da Fama consolidam esse lugar — resta às instituições e à nova geração preservar e transformar esse legado em mais estrutura e oportunidades para o esporte nacional.