Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (17) em Santana de Parnaíba (SP). Segundo a prefeitura, ele passou mal em casa e foi levado pelo Serviço de Resgate ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana já em parada cardiorrespiratória, chegando à unidade sem vida. A família pediu que a despedida seja feita de forma reservada.
Conhecido como 'Mão Santa', Oscar construiu carreira marcada por títulos e atuações de destaque. Foi campeão sul-americano, conquistou a Copa William Jones em 1979 – um dos marcos de sua trajetória – e ostentou o posto de cestinha em várias competições. Disputou cinco Olimpíadas (Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996) e encerrou a carreira como referência para gerações; aposentou-se em 2003.
Nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou mensagem de pesar, ressaltando a obstinação, o talento e o apego de Oscar à camisa da Seleção, além de afirmar que o jogador conseguiu reunir o país em torno das quadras. A repercussão do falecimento evidencia o espaço raro que o atleta ocupava no esporte nacional, capaz de atravessar gerações e divisões políticas.
Oscar enfrentava um tumor cerebral há cerca de 15 anos, informação confirmada por sua assessoria. A trajetória do 'Mão Santa' deixa legado técnico e simbólico para o basquete brasileiro: além dos números, ficou a imagem de liderança e inspiração. A decisão da família por uma cerimônia íntima reforça o caráter pessoal da despedida enquanto o país relembra seus arremessos inesquecíveis.