Oscar Schmidt, conhecido como Mão Santa e tratado por muitos como o maior pontuador do basquete brasileiro, morreu aos 68 anos na tarde desta sexta-feira em São Paulo, vítima de uma parada cardiorrespiratória. Ele deixa a esposa Maria Cristina e os filhos Felipe e Stephanie. Nas últimas horas, seu nome foi lembrado por ex-companheiros, dirigentes e pela imprensa.

Entre as mensagens de pesar esteve a de Luiz Felipe Scolari, que destacou a qualidade humana e a determinação de Oscar, lembrando-o como um exemplo para quem busca vencer com esforço e disciplina. O treinador, hoje coordenador técnico do Grêmio, também compartilhou uma homenagem pelas redes sociais. O irmão de Oscar, o jornalista Tadeu Schmidt, manifestou nas redes o impacto pessoal da perda.

Na carreira, Oscar consolidou-se como fenômeno: foi o maior pontuador da seleção brasileira e detém o recorde de pontos em Jogos Olímpicos, com 1.093 pontos, além de 7.693 pontos pela seleção. Neste abril, recebeu homenagem institucional ao ser introduzido ao Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil — um reconhecimento tardio, mas simbólico, de uma trajetória marcada por consistência e talento.

Fora das quadras, Oscar enfrentou por mais de 15 anos um tumor cerebral, desafio que transformou em exemplo de resistência. A soma de feitos esportivos e de superação pessoal constrói um legado que, segundo familiares, transcende o universo do basquete e continuará a inspirar atletas e torcedores.