Morreu nesta sexta-feira (17) o ex-jogador Oscar Schmidt, aos 68 anos. Segundo a família e a assessoria, o atleta travava há cerca de 15 anos uma luta contra um tumor cerebral. A despedida será reservada, em atendimento ao desejo dos familiares.
A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) emitiu nota exaltando Oscar como um símbolo do esporte nacional e lembrando o reconhecimento internacional: além da consagração pela FIBA, ele foi incluído, de forma inédita para um jogador que não atuou na liga, no Hall da Fama da NBA.
O Comitê Olímpico do Brasil (COB) recordou a trajetória olímpica do ex-atleta. O presidente Marco Antonio La Porta destacou as cinco participações consecutivas nos Jogos e o feito singular de ultrapassar a marca de 1.000 pontos em edições olímpicas. O COB também lembrou homenagens recentes, como o Troféu Adhemar Ferreira da Silva e sua entrada no Hall da entidade, em abril, representado pelo filho Felipe.
Clubes que marcaram a carreira de Schmidt publicaram mensagens de pesar. O Flamengo chamou-o de um dos maiores ídolos do basquete rubro-negro; o Palmeiras relembrou os primeiros passos do atleta, com estreia profissional em 1975 e o título brasileiro de 1977; já o Corinthians rememorou o título nacional de 1996 e a presença de Oscar na Calçada da Fama local.
Mais do que estatísticas, a morte de Oscar representa a perda de uma referência que ajudou a projetar o basquete brasileiro internacionalmente. Instituições e torcidas registram a comoção, enquanto o legado do ex-pontuador — apontado como recordista até 2024 — passa a ser tema de homenagem nas quadras e na memória dos fãs.