José Mourinho confirmou que Endrick apresenta um problema muscular que afeta o tendão e que o tirou das partidas contra o Espanyol e a Real Sociedad. Em entrevista coletiva, o treinador deixou claro que reconhece o interesse de outros clubes pelo atacante, mas que optou por mantê‑lo no clube: “É um jogador de quem gosto muito. Eu o queria, e por isso não o emprestei nem o vendi.”

O brasileiro retornou ao Real Madrid em 29 de julho, após empréstimo ao Lyon, e participou da preparação com o elenco, sem, no entanto, ser relacionado para as duas primeiras rodadas de LaLiga. O cenário de disputa por vaga sofreu alterações em agosto: a saída de Gonzalo García ao Fulham parecia reduzir a concorrência, mas a contratação de Carlos Espí reacendeu a disputa por minutos no ataque.

Mourinho relativizou a rivalidade entre Endrick e Espí, apontando perfis distintos e a possibilidade de uso conjunto. Segundo o técnico, Espí traz presença aérea e um porte físico que complementa um ataque já enriquecido por nomes como Trent. A proposta tática que emergiu na pré‑temporada permitiu ver Endrick e outras peças atuando em conjunto, mas a lesão interrompeu essa rotina de trabalho.

Do ponto de vista esportivo, a situação traz duas leituras: a manutenção do jogador no plantel sinaliza confiança e aposta no potencial de Endrick, mas a lesão e a chegada de um novo centroavante aumentam a pressão por soluções imediatas. Com o campeonato em curso e a disputa por minutos acirrada, o departamento técnico terá de equilibrar recuperação, rotação e oportunidades sem sacrificar o processo de desenvolvimento do jovem atacante.