A estreia do Real Madrid na LaLiga terminou em vitória por 2 a 1 sobre o Espanyol, mas o resultado ficou em segundo plano diante da polêmica envolvendo Vinícius Júnior. Aos três minutos, o atacante sofreu uma entrada dura de Calatrava e, ao longo do jogo, foi alvo de sucessivas faltas que, segundo José Mourinho, não foram atos isolados, mas parte de um padrão de marcação agressiva.
Mourinho saiu em defesa do jogador na entrevista pós-jogo, afirmando que as ações do adversário têm formato repetido e buscam mais do que simplesmente neutralizar jogadas: visam mexer com o lado emocional de Vini. O técnico alertou para a necessidade de controle do atacante perante as provocações, ao mesmo tempo em que criticou a tolerância às entradas sucessivas que ele considera excessivas.
O episódio também representa uma mudança na relação pública entre treinador e atleta. Mourinho relembrou o episódio com o Benfica, quando chegou a criticar Vini por comemorações, e justificou a nova postura pelo papel atual do jogador na equipe — agora protegido pela direção técnica. No primeiro tempo o brasileiro ainda recebeu cartão amarelo por um empurrão em Calatrava, sinal de que a situação pode sair do controle.
Além do aspecto disciplinar, o padrão de faltas levanta questões práticas: desgaste físico e psicológico do atacante, risco de punições acumuladas e estímulo a estratégias adversárias que utilizam jogo duro como arma tática. Para o Real, a resposta passa por cuidar do principal ativo ofensivo e cobrar uma atuação mais rigorosa da arbitragem para evitar que a repetição de infrações prejudique desempenho e rendimento.