José Mourinho não poupou críticas à arbitragem depois da derrota do Real Madrid por 2 a 1 para o Atlético, neste domingo. Em sua primeira volta a um clássico espanhol desde 2013, o técnico foi além das queixas verbais: saiu da sala de imprensa com fotos impressas de lances que, segundo ele, deveriam ter resultado em expulsões do rival.
O material mostrado por Mourinho incluía duas jogadas em que o Real considerou que havia faltas para cartão vermelho: um pisão de Romero em Bellingham, que foi revisto na beira do campo mas acabou sem punição, e uma entrada de Lee na canela de Valverde, que nem sequer foi sugerida para revisão pelo VAR. No segundo tempo, o zagueiro Huijsen recebeu vermelho pelo Real; com um jogador a menos, a equipe sofreu o segundo gol do Atlético e só diminuiu nos minutos finais.
Mourinho também questionou a escolha da comissão de arbitragem da RFEF: disse que a designação do árbitro já teria sido conhecida com antecedência incomum, apontou que o árbitro principal tem 41 anos e não é internacional, e citou o árbitro de vídeo Trujillo, cujo histórico, segundo o técnico, não inspira confiança. O treinador afirmou não querer alegar intenção deliberada, mas classificou como anormais as coincidências registradas no Metropolitano.
A postura pública de Mourinho amplia o debate sobre critérios de nomeação e transparência nas decisões de VAR e arbitragem em LaLiga. Para o Real, a derrota é sombra sobre o retorno do português ao futebol espanhol; para a RFEF, as críticas elevam a pressão por explicações e podem intensificar o escrutínio sobre árbitros e procedimentos nas próximas rodadas.