Uma cláusula do contrato de José Mourinho com o Benfica vem ganhando atenção na imprensa europeia: segundo o documento, há uma 'janela' de dez dias ao fim da temporada em que o treinador pode rescindir sem custos. A existência da brecha, confirmada por fontes locais, reforça especulações já alimentadas por rumores sobre ofertas de outros clubes.
Mourinho tem evitado declarações claras sobre seu futuro e, em coletivas recentes, limitou-se a reafirmar que as partes terão esse período de dez dias para decidir continuar ou se separar. A ambiguidade do técnico aumenta a pressão sobre a diretoria do Benfica, que terá de lidar com a possibilidade de perder seu comandante sem compensação financeira e no momento crítico da transição entre temporadas.
O cenário fora de Lisboa também contribui para o incremento das especulações. No Real Madrid, a crise técnica e a possibilidade de saída de Álvaro Arbeloa reacendem conversas sobre um retorno de Mourinho ao clube onde trabalhou entre 2010 e 2013. Paralelamente, o Chelsea, outro ex-clube do português, está em aberto após demissão recente de seu treinador, o que amplia o leque de destinos possíveis.
Há ainda riscos extras à eventual contratação: episódios recentes, como o apoio público de Mourinho ao jogador Gianluca Prestianni — suspenso pela UEFA por três partidas — podem provocar desconforto em elencos sensíveis a tensão interna. Para o Benfica, a cláusula é um alerta de gerenciamento: perder Mourinho sem receita complica planejamento esportivo e financeiro, e força a direção a preparar cenários de reposição imediata.