A 62ª edição do Mr. Olympia, realizada em Las Vegas, terminou com 12 campeões e a distribuição aproximada de US$ 1,9 milhão em prêmios (cerca de R$ 10,2 milhões). No topo da pirâmide financeira do evento, o norte-americano Nick Walker conquistou a Open Bodybuilding e embolsou US$ 600 mil — valor que supera o pagamento a muitos vencedores de outras divisões.
A disparidade ficou clara: o vice da Open, Samson Dauda, recebeu US$ 200 mil, e o terceiro, Derek Lunsford, foi premiado com US$ 100 mil. Em praticamente as demais categorias, a estrutura de premiação segue patamar inferior: campeões costumam levar US$ 50 mil e vices US$ 20 mil, enquanto a divisão Wheelchair teve US$ 10 mil para o campeão Blake Colleton.
O Brasil teve motivos para comemorar: na Classic Physique, Niall Darwen ficou com o título, Mike Sommerfeld foi vice e o brasileiro Ramon Dino terminou em terceiro, recebendo US$ 20 mil. Com essa colocação, Ramon já acumula mais de R$ 900 mil em premiações ao longo de seis participações no evento. Na Wellness, a brasileira Eduarda Bezerra faturou o troféu e reforçou a presença nacional entre as categorias femininas.
O quadro financeiro do Mr. Olympia reforça uma realidade do fisiculturismo profissional: visibilidade e receita concentram-se na principal divisão, onde a premiação é muito mais atraente. Para atletas de outras categorias, o retorno financeiro segue limitado, o que influencia estratégias de carreira, patrocínios e a decisão de migrar entre divisões em busca de maior remuneração.