O Mubadala Brazil SailGP Team reforçou nesta quinta-feira (2/4) a aposta em ações fora das águas ao promover um mutirão de limpeza na Baía de Guanabara, região da Ilha do Fundão. A operação, coordenada pela ONG Nas Marés em parceria com a World Surf League, reuniu cerca de 80 pessoas e resultou na retirada de mais de 8 toneladas de resíduos — o dobro do volume recolhido na edição anterior.
Entre os participantes estavam 60 pescadores contratados para a ação, pesquisadores da UERJ e da UNIRIO, e atletas como Martine Grael, capitã da equipe, e a surfista Michelle des Bouillons. Todo o material coletado foi encaminhado a uma cooperativa local responsável pela triagem e reaproveitamento, segundo os organizadores.
Participar do mutirão amplia nosso entendimento sobre os desafios da Baía e o papel do esporte na transformação.
A mobilização integra uma agenda mais ampla do time no Rio de Janeiro ao longo de abril, pensada para criar conexão entre alta performance esportiva e impacto social. Antes da etapa brasileira do SailGP, marcada para 11 e 12 de abril, haverá exibição do filme Born to Sail, doações de equipamentos, clínicas voltadas a mulheres e atividades culturais na orla.
A etapa brasileira do Rolex SailGP Championship será a primeira realização do circuito na América do Sul e traz ao mesmo tempo visibilidade e responsabilidades: além das regatas com catamarãs F50, espera-se que a presença internacional amplifique a atenção sobre problemas ambientais e sobre soluções locais promovidas por projetos sociais.
O Mubadala Brazil SailGP representa o país na elite da vela sob a liderança de Martine — primeira mulher a capitanear uma equipe na competição — e conta com uma estrutura que vai dos atletas a uma equipe multidisciplinar de mais de 20 profissionais. A aposta em ações como o mutirão sinaliza a tentativa de transformar prestígio esportivo em resultados concretos para comunidades afetadas.
É necessário agir agora para gerar impacto ambiental e social nas comunidades que dependem do mar.