O Grupo G do Mundial, que começa na próxima quinta-feira (11), reúne seleções de perfil distinto e é considerado um dos mais equilibrados da competição. Cabeça de chave, a Bélgica chega em processo de renovação, mas mantém nomes experientes que carregam expectativa de desempenho. Do outro lado, o Egito volta ao torneio com Mohamed Salah como referência; Irã e Nova Zelândia completam a chave, em papéis que podem surpreender em jogos decididos nos detalhes.
A Bélgica encara a Copa como seleção em transição: remanescentes da chamada geração de ouro — Romelu Lukaku, Kevin De Bruyne e Thibaut Courtois — dividem espaço com jovens promessas convocadas por Rudi Garcia, como Jeremy Doku, Charles De Ketelaere e Leandro Trossard. A equipe sela sua 15ª participação em Mundiais após liderar as Eliminatórias europeias no Grupo J. Com experiência coletiva, ainda há dúvidas sobre entrosamento e até que ponto a mescla entre veteranos e jovens sustentará favoritismo.
O Egito retorna ao torneio depois de ficar fora em 2018 e tem na liderança técnica Hossam Hassan, ex-jogador e maior artilheiro do país. A presença de Salah, que deixou o Liverpool no dia 24 após nove anos, eleva o potencial ofensivo dos Faraós; nomes como Omar Marmoush, Mahmoud Trezeguet e o goleiro Mohamed El Shenawy aparecem como complementos importantes. O objetivo declarado é, pela primeira vez, avançar às fases mata-mata — uma meta que mede forças internas e capacidade de disputar partidas-chave.
O Irã, em sua sétima participação e quarta seguida, optou por ajustes logísticos diante de incertezas geradas por tensões envolvendo os EUA e o país; a delegação ficará hospedada em Tijuana, no México, mas disputará partidas nos Estados Unidos. Liderada por Amir Ghalenoei desde 2023, a equipe chega com base sólida nas eliminatórias asiáticas. A Nova Zelândia, por sua vez, retorna após 16 anos e chega como azarão qualificado com campanha perfeita na Oceania; o capitão Chris Wood será a referência ofensiva. No balanço final, o que mais pesa é a combinação entre experiência, regularidade e capacidade de responder em momentos decisivos — fatores que tornam o Grupo G imprevisível e sujeito a pequenas margens de erro.