Mohammed Al-Owais voltou a aparecer como o principal nome da estreia da Arábia Saudita na Copa do Mundo. Com nove defesas ao longo da partida — várias de alta dificuldade — o goleiro foi peça central no empate por 1 a 1 diante do Uruguai, que poderia ter resultado em derrota sem suas intervenções.
A atuação de Al-Owais resgata o padrão visto em 2022, quando também brilhou na abertura do torneio contra a Argentina. Aos 34 anos, tornou-se o jogador mais velho a defender a Arábia Saudita em Copas e soma 62 jogos pela seleção. A carreira do arqueiro foi toda construída no futebol local, passando por Al-Shabab, Al-Ahli Jeddah, Al-Hilal (onde atuou ao lado de Neymar) e, neste ano, Al-Ula FC.
Apesar do destaque individual, o empate expõe uma dependência clara: a seleção tem sobrevivido a partidas com defesas decisivas do goleiro, em vez de sustentação coletiva. A Fifa apontou Valverde como o melhor em campo pelo Uruguai, e o resultado deixa o técnico saudita com a necessidade de ajustes antes do confronto com a Espanha na segunda rodada do Grupo H.
Do ponto de vista prático, o ponto conquistado mantém a Arábia Saudita viva na disputa do grupo, mas também acende dúvidas sobre repertório defensivo e solução tática em jogos contra adversários de maior qualidade. Al-Owais segue sendo a garantia imediata — e, ao mesmo tempo, o sintoma de um time que precisa se organizar além das defesas individuais.