Murat Yakin chegou à seleção suíça em agosto de 2021 com a missão de transformar um histórico de resultados irregulares em competitividade sustentada. Em pouco tempo reconstruiu o time: classificar a Suíça para a Copa de 2022, avançar em fases eliminatórias de grandes torneios e chegar novamente às quartas de final do Mundial colocam-no no centro da narrativa. Se vencer a Argentina em Kansas, terá a chance de escrever a melhor página da Suíça em Copas.
A trajetória de Yakin combina raízes locais e experiências fora da Suíça. Ex-zagueiro do Basel, clube onde venceu o campeonato cinco vezes, acumulou 49 partidas pela seleção e construiu uma carreira de treinador que passou por clubes como Grasshoppers, Luzern e o próprio Basel — onde ganhou projeção continental — além de uma passagem pelo Spartak Moscou. O percurso mostra um técnico que soube subir por etapas, com resultados que atraíram atenção internacional.
Há também fatores fora do campo que ajudam a compor o perfil do treinador. Yakin tem nacionalidade turca, é conhecido por gostos afluentes — como a coleção de relógios — e por iniciativas empresariais, e manteve contatos diretos com o futebol argentino: em 2025 visitou clubes e centros de treinamento na Argentina e teve aproximação com Lucas Blondel, então no Boca Juniors. Essa familiaridade cultural e de bastidores pode ser uma vantagem prática no duelo com a seleção sul-americana.
Do ponto de vista esportivo, Yakin já fez a Suíça derrubar favoritos em momentos decisivos — eliminou a Itália em torneios recentes e levou a seleção às fases mata-mata com organização. O desafio agora é traduzir esse histórico em desempenho contra uma Argentina favorita, com jogadores de alto calibre e expectativa intensa. Para a Suíça, o confronto é uma oportunidade histórica; para Yakin, é a prova maior de que seu projeto pode alcançar resultados de elite em Mundiais.