A sede social do Corinthians, no Parque São Jorge, amanheceu pichada na madrugada seguinte à eliminação nas quartas de final da Libertadores. A derrota por 1 a 0 para o Estudiantes, na Neo Química Arena, teve desfecho dramático: Memphis Depay perdeu um pênalti nos instantes finais, e as mensagens de protesto foram direcionadas ao atacante.

Frases como "Fora Memphis" e críticas ao custo do salário em contraste com o rendimento — pichadas no muro — traduzem a fúria de parte da torcida após a queda continental. O episódio é uma forma explícita de pressão extra sobre o elenco em um momento em que a temporada do clube fica reduzida ao Campeonato Brasileiro.

O técnico Fernando Diniz já contabiliza a responsabilidade pela má fase, mas a pichação revela um ambiente de insatisfação que extrapola o campo técnico. Na tabela do Brasileiro, o Corinthians aparece em 14º lugar, quatro pontos acima da zona de rebaixamento, o que aumenta a urgência por resultados que revertam o desgaste interno e externo.

Com apenas o Brasileiro pela frente, o clube precisa reagir rapidamente para evitar que a tensão entre torcida e elenco se transforme em problema institucional ou em queda de rendimento. O episódio no Parque São Jorge reforça a necessidade de respostas práticas: recuperação em campo e gestão clara da relação com a torcida.