Abril ganhou novo significado para a história vascaína: além dos aniversários de São Januário e da Resposta Histórica, o clube institucionalizou o Museu Vasco da Gama, reunindo em um espaço organizado troféus, camisas e documentos que marcam as grandes conquistas — do Sul‑Americano de 1948 à Libertadores de 1998 e ao Mercosul de 2000 — e títulos nacionais como Brasileirão e Copa do Brasil.
O acervo vai além do futebol: há registros de modalidades hoje incomuns, como a columbofilia, e coleções que documentam a presença do clube em episódios nacionais, com fotografias históricas que registram eventos presidenciais em São Januário. A instituição do museu formaliza esse patrimônio e coloca o clube como ator de memória social.
A atual gestão detalhou um plano de preservação: aquisição da coleção do fotógrafo Ari Gomes (1997–2000), digitalização de cerca de 50 mil páginas e 10 mil fotos, catalogação do material e modernização do centro de memória com arquivos deslizantes, mapotecas, laboratório de restauração e 50 porta‑paletes para acondicionamento de peças.
Responsáveis pelo projeto ressaltam que o objetivo não é apenas guardar o passado, mas preservar o presente para o futuro: itens cotidianos — de luvas de goleiro a fichas de funcionários — recebem tratamento técnico para virar fonte confiável de pesquisa e identidade clubística nas próximas décadas.
Na dimensão política e econômica, o museu reforça a narrativa do Vasco como agente de mudança social, principalmente pela valorização da Resposta Histórica e das campanhas contra racismo e discriminação. Ao mesmo tempo, a iniciativa exige manutenção contínua de recursos e gestão técnica para que a institucionalização reverta em valor real — cultural, de marca e, potencialmente, turístico — para o clube.