Quando o placar ainda estava em 0 a 0, aos 41 minutos do primeiro tempo, Alex Baena bateu de dentro da área e viu a bola passar por cima das mãos de Fernando Muslera. O chute, fraco e aparentemente controlável, foi apenas desviado pelo goleiro, que não conseguiu segurar: a bola entrou e o estádio respondeu com vaias. Muslera não voltou a ocupar o banco no começo do segundo tempo; Sergio Rochet entrou no seu lugar no intervalo.

A derrota por 1 a 0, em Guadalajara, selou a eliminação do Uruguai na Copa do Mundo. A Celeste precisava da vitória para avançar direto, mas terminou em terceiro lugar do grupo H, com apenas dois pontos. A Espanha se consolidou na liderança com sete pontos; Cabo Verde, que empatou com a Arábia Saudita, ficou com a segunda vaga no grupo.

O erro de Muslera não foi isolado nesta edição do torneio. Aos 40 anos e em sua quinta Copa, o veterano já havia falhado em lances decisivos contra Cabo Verde e sofrido críticas após a partida com a Arábia Saudita. Dados da Opta apontam que ele se tornou o primeiro goleiro, desde 1966, a cometer três falhas que resultaram em gols adversários na mesma edição da Copa, estatística que explica parte da pressão pública sobre o arqueiro.

A opção técnica de substituí-lo no intervalo traduz a perda de confiança da comissão técnica em um momento-chave. Para o Uruguai, a eliminação impõe um período de revisão: a transição entre gerações, a escolha de um novo titular e a preparação para recuperar consistência defensiva serão temas imediatos. Para a Espanha, o resultado confirma a liderança do grupo e a vaga na próxima fase.