Apontado por muitos torcedores como o grande vilão da eliminação do Uruguai na Copa de 2026, Fernando Muslera encerra sua passagem pelos Mundiais com um histórico ambivalente. Titular em seis edições, o goleiro coleciona lances decisivos que oscilaram entre defesas providenciais e falhas que custaram resultados importantes à Celeste.

A estreia de Muslera em Mundiais, em 2010, teve momentos de herói e de vilão. Ele brilhou nas penalidades contra Gana, mas acabou marcado pela partida que definiu o terceiro lugar, quando espalmadas e saídas mal calculadas resultaram em gols da Alemanha — episódios que acompanharam a avaliação da sua carreira desde então.

Depois de uma Copa de 2014 sem grandes erros individuais, o fantasma reapareceu em 2018, na derrota por 2 a 0 para a França nas quartas de final. Uma espalmada que ofereceu o gol de Griezmann e comprometeu o resultado voltou a colocar em evidência a vulnerabilidade do goleiro em jogos de alta pressão.

Na Copa de 2026, além do lance que culminou na eliminação contra a Espanha, Muslera foi alvo de críticas pelo gol sofrido no empate com a Arábia Saudita, quando uma espalmada em cobrança de escanteio deixou a bola em posição perigosa. Com 137 partidas pela seleção, contrato com o Estudiantes e 40 anos, o arqueiro deu sinais de que pretende encerrar a carreira no Uruguai — e seu legado será aferido tanto pelas defesas memoráveis quanto pelos erros que marcaram decisões.