A Alemanha virou sobre a Costa do Marfim e garantiu a classificação, mas um episódio à margem do jogo voltou a gerar reclamação: Julian Nagelsmann se queixou do posicionamento dos fotógrafos junto à linha de campo durante a execução dos hinos. O técnico inglês Thomas Tuchel já havia levantado o mesmo problema dias antes, e agora o tema ganhou repercussão entre as comissões técnicas.
Na entrevista após a partida, Nagelsmann disse que a proximidade dos profissionais impede ver os jogadores e acompanharem o momento simbólico do hino — um instante em que treinadores podem demonstrar emoções, cantar e transmitir presença à equipe. Ele observou também que simplesmente deslocar-se lateralmente pode causar perda de visão para membros da comissão, o que aponta para uma solução que respeite todos os lados.
Após reclamações anteriores de Tuchel, a Fifa atualizou diretrizes operacionais permitindo que treinadores deixem a área técnica e se posicionem ao lado dos fotógrafos, à esquerda ou à direita, conforme o lado do campo. A orientação já foi aplicada em partidas recentes e exige que as seleções informem a preferência no encontro operacional pré-jogo.
A mudança é resposta direta a um problema de visibilidade e de ritualidade do esporte: trata-se menos de postura estética e mais de gestão do vínculo entre técnico e elenco. Resta ajustar detalhes logísticos para evitar conflitos entre fotógrafos, segurança e comissões técnicas. No campo, a classificação alemã acabou por ofuscar o incômodo, mas a nova regra mostra que as federações podem ceder diante de reclamações que afetem a experiência profissional dos treinadores.