A derrota de virada para o Equador na última rodada da fase de grupos deixou a Alemanha sob pressão às vésperas do mata‑mata da Copa do Mundo 2026. Questionamentos sobre a condução de Julian Nagelsmann e sobre o rendimento real da seleção aumentaram no país, e o confronto com o Paraguai surge como teste imediato para a equipe e para o treinador.
Em entrevista coletiva, Nagelsmann buscou blindar o grupo e tirar o foco das críticas. Segundo o treinador, o trabalho nos treinos tem sido consistente e o mais importante é traduzir isso em campo. Ele evitou confrontos diretos, mas deixou claro que espera máxima dedicação dos jogadores: se não houver entrega, a eliminação é consequência óbvia.
O contexto amplia a pressão: Jurgen Klopp, hoje no Grupo Red Bull e presente na cobertura como comentarista, tem feito críticas públicas ao trabalho de Nagelsmann e é apontado como possível nome para a seleção no futuro. O embate, ainda que indireto, contribui para um clima de incerteza sobre a continuidade e as escolhas técnicas.
A Alemanha chega como primeira colocada do Grupo E (duas vitórias e uma derrota) e enfrenta o Paraguai — um dos melhores terceiros — em Boston, às 17h30 (de Brasília). Mais do que uma vaga nas oitavas, a partida vale recomposição de confiança. Um triunfo tende a acalmar a imprensa e parte da torcida; uma eliminação aprofundaria o desgaste e reabriria o debate sobre o rumo do projeto técnico.