A Alemanha venceu a classificação ao mata-mata como líder do Grupo E, mas a derrota por 2 a 1 para o Equador acendeu questionamentos sobre o estado real da equipe. Na coletiva após a partida, o técnico Julian Nagelsmann reagiu com irritação às críticas da imprensa e enfatizou que não se pode reduzir a postura dos jogadores a falta de vontade.

Questionado se a equipe entrou menos intensa por já estar classificada, Nagelsmann contestou a simplificação e explicou que fez substituições diferentes das que adotaria em uma situação de desespero por um gol. O treinador defendeu o elenco, dizendo que a avaliação do esforço individual não pode ser feita apenas por resultado imediato.

Ainda assim, o comandante reconheceu erros táticos, sobretudo na administração do jogo após levar a vantagem inicial: houve falhas de posicionamento que complicaram a partida. Nagelsmann evitou detalhar quais mudanças fará, mas deixou claro que ajustes são necessários para que a seleção transmita mais convicção na fase eliminatória.

A opção por manter Undav no banco, apesar do bom aproveitamento nas duas primeiras partidas, e a seleção discreta de Musiala na fase de grupos viraram pontos de debate. A equipe agora aguarda o adversário — um dos melhores terceiros colocados — para o jogo de segunda-feira em Boston, e o resultado contra o Equador amplia a pressão por respostas concretas antes do mata-mata.