O empate em 1 a 1 com o Atlético-GO, na 21ª rodada da Série B, voltou a evidenciar uma limitação que persegue o Náutico: o rendimento como mandante. Em dez jogos em casa na competição, a equipe soma quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas — uma sequência que impede a construção de ritmo e pressiona o trabalho da comissão técnica.
Na avaliação do treinador, o time conseguiu competir, especialmente no primeiro tempo, mas perdeu intensidade na disputa pelas segundas bolas após o intervalo, o que permitiu ao adversário equilibrar a partida. A explicação evita reduzir o empate a um único erro, mas aponta um ponto concreto de vulnerabilidade a ser corrigido.
A mudança com a entrada de Léo Índio no meio-campo foi destacada como o ajuste que melhorou essa dinâmica: o atleta teria ajudado a recuperar mais disputas na transição e a criar chances mais claras nos minutos finais. Foi uma resposta tática pontual, mas insuficiente para garantir os três pontos em casa.
Com o elenco ainda mais próximo da zona de rebaixamento do que da briga pelo G-6, Guilherme dos Anjos reafirmou a meta de 45 pontos como horizonte prático. A conclusão é óbvia: transformar o estádio em um fortim e solucionar a queda na segunda bola são prioridades imediatas se o Náutico quiser afastar a ameaça de queda.