O Náutico voltou de Goiânia com um ponto que valeu mais do que o placar sugere. No empate sem gols com o Goiás, na Serrinha, o time alvirrubro manteve distância confortável de seis pontos em relação ao Z-4 — uma margem que dá fôlego nas três rodadas finais, mas que também exige atenção na reta decisiva da Série B.
Dentro de campo, a equipe mostrou organização tática, sobretudo no setor defensivo. Mesmo desfalcado — destaque para a ausência do meia Jean Carlos — o time de Bruno Pivetti conseguiu neutralizar as investidas do adversário e teve boa atuação do goleiro Gaston Guruceaga. Houve, porém, falhas de pontaria: Vinícius desperdiçou chances claras no segundo tempo que poderiam ter tornado a missão mais tranquila.
A matemática ainda promete cenário de tensão: dependendo dos resultados da próxima rodada, o Náutico pode ficar a três pontos do Avaí antes do confronto direto nos Aflitos — jogo que ganha caráter decisivo. Com visita ao Juventude em Caxias do Sul na segunda-feira, o elenco precisa somar para evitar que a permanência vire uma definição nas últimas rodadas.
Além do desempenho coletivo, Pivetti terá de decidir o formato do ataque. Kauan Maranhão vem se destacando como opção mais referenciada para atuar como centroavante à frente de Derek e Paulo Sérgio. Fora do campo, um ambiente mais tranquilo — com a diretoria quitando parte dos débitos com o grupo, segundo o clube — ajuda a preservar foco e preparar a equipe para os duelos finais, quando cada ponto terá peso político e esportivo na briga contra a queda.