O Náutico sofreu a pior derrota da temporada ao perder por 4 a 0 para o Juventude, na 35ª rodada da Série B, no Alfredo Jaconi. O resultado não apenas ampliou a sequência negativa fora de casa como manteve o tabu do Timbu em Caxias do Sul: em cinco confrontos, são três derrotas e dois empates. Para além do placar, a partida expôs falhas defensivas e precipitou críticas ao planejamento que colocou Gastón Guruceaga como aposta, enquanto o titular Muriel ficou no banco.

Os quatro gols sofridos foram os primeiros do uruguaio com a camisa alvirrubra — detalhe que entra na conta de uma noite para esquecer. Historicamente, desarmes mais amplos já custaram diretores no clube: derrotas por 3 a 0, como a sofrida para o Cuiabá, resultaram no desligamento de comandantes no passado, lembrando que resultados pesados podem ter custo à comissão técnica.

O calendário não dá margem de erro. Restando quatro rodadas, o Náutico soma 43 pontos, seis a mais que o Avaí, que abre o Z-4 com 37 pontos. O confronto direto, nos Aflitos, tornou-se decisivo: segundo o clube, em caso de vitória o Timbu afasta matematicamente o risco de queda. Independentemente do jargão, a verdade é que a equipe precisa reagir já para evitar que a zona de risco volte a rondar o ambiente do clube.

A derrota agrava a pressão sobre Bruno Pivetti e sobre o elenco, que terá de mostrar resposta imediata diante da sua torcida. Além do aspecto técnico, há um custo institucional e emocional: um revés contundente poucas rodadas antes do fim da competição tende a aumentar cobrança por resultados e por ajustes pragmáticos na montagem da equipe.