O presidente da Federação Alemã de Futebol (DFB), Bernd Neuendorf, deixou em aberto a possibilidade de afastamento do técnico Julian Nagelsmann após a eliminação inesperada da Alemanha para o Paraguai, nos pênaltis, pela segunda fase da Copa do Mundo. Em comunicado, Neuendorf informou que, junto à direção esportiva — representada por Andreas Rettig e Rudi Völler —, a federação fará nos próximos dias uma análise "com calma e rigor" sobre os motivos do fracasso e descartou tratar o revés como algo sem consequências.

Nagelsmann, de 38 anos e no comando da seleção desde setembro de 2023, reagiu na coletiva afirmando que não vai entregar o cargo: disse ter contrato e estar à disposição da DFB, repetindo que não pretende renunciar. Ao mesmo tempo, a pressão sobre o treinador aumentou com a enxurrada de críticas da torcida e da imprensa alemã após a queda precoce em Boston.

Dentro de campo, a Alemanha teve um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar e perdeu nos pênaltis: Kai Havertz, Niklas Dorsch/Woltemade e Jonathan Tah falharam as cobranças decisivas. O desempenho da equipe, que avançou da fase de grupos sem empolgar, foi apontado pela cúpula da federação como aquém das expectativas do futebol alemão, em especial após duas eliminações precoces nos Mundiais anteriores (2018 e 2022).

A sequência de derrotas em momentos decisivos abre um dilema institucional para a DFB: decidir se mantém o projeto iniciado em 2023 ou promover uma troca que reajuste a estratégia à frente da seleção. Neuendorf colocou a responsabilidade sobre a mesa e anunciou que as conclusões do levantamento serão comunicadas em breve — uma decisão que poderá definir o rumo do futebol alemão para o ciclo que vem pela frente.