O Santos encerra a sequência de clássicos da temporada nesta quarta-feira, às 19h30, na Vila Belmiro, diante do Palmeiras — e novamente não terá Neymar. A ausência do camisa 10 é mais um capítulo de um padrão que se repetiu desde o retorno do atacante ao clube.
Dos 20 clássicos disputados pelo Peixe desde a contratação de Neymar, o atacante esteve em campo apenas em cinco partidas — uma média de participação equivalente a um clássico a cada quatro. Nesta segunda passagem pelo clube, ele ainda não balançou as redes contra rivais.
As ausências explicam esse histórico: cinco foram por lesão na coxa e outras quatro ocorreram enquanto o jogador se recuperava da artroscopia no joelho. Além disso, Neymar ficou de fora de três confrontos contra o Palmeiras realizados fora de casa por causa do gramado sintético da arena adversária, e não atuou contra o São Paulo no Paulistão por problemas de inscrição.
A suspensão que o impede de enfrentar o Palmeiras é inédita no sentido de ser a primeira vez que ele perde um clássico por cartão. No sábado, contra o Bahia, Neymar recebeu o terceiro amarelo e logo depois um vermelho direto; ele também está fora do jogo contra o Bragantino na próxima segunda-feira.
No aspecto tático, Cuca já apontou que deverá reforçar o meio com o volante Oliva para suprir a ausência do camisa 10. Fora do campo, o clube vive dias complicados: os ingressos para o clássico esgotaram em quatro horas, enquanto o time convive com processos trabalhistas — entre eles uma condenação que o obriga a pagar mais de R$ 11 milhões ao lateral Mayke.
A sequência de desfalques reforça um problema prático para o Santos: a necessidade de reduzir a dependência de Neymar e consolidar soluções que funcionem mesmo sem o astro. Para a torcida e para a diretoria, fica a cobrança por um elenco e uma estratégia mais consistentes em clássicos decisivos.