Neymar voltou a vestir a amarelinha nesta quarta-feira ao entrar no segundo tempo de Brasil 3 x 0 Escócia, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Com a participação, o camisa 10 alcançou 14 jogos em Mundiais, igualando Pelé e entrando no Top-7 histórico da seleção.

A marca de 14 partidas em Copas deixa Neymar ao lado de nomes como Pelé, Gilmar e Leão; o recorde segue com Cafu, com 20 jogos. Segundo a Fifa, o atacante soma 128 jogos pela seleção e 79 gols, além de mais de 10 mil minutos com a camisa do Brasil. Esta é sua quarta edição de Copa — 2014, 2018, 2022 e 2026.

O retorno tem peso extra por causa do longo período afastado: foram 981 dias desde a última partida, em 17 de outubro de 2023, contra o Uruguai, quando sofreu ruptura do ligamento cruzado anterior e lesão no menisco do joelho esquerdo. O atacante ficou mais de um ano fora e, depois da recuperação, enfrentou novas queixas físicas que o tiraram de convocações.

Antes da apresentação na Seleção houve controvérsia sobre o diagnóstico: o Santos mencionou inicialmente um edema na panturrilha, mas o médico Rodrigo Lasmar confirmou, em 28 de maio, uma lesão de grau dois que obrigou Neymar a perder amistosos e os dois primeiros jogos do Mundial. Na partida contra a Escócia, o craque substituiu Matheus Cunha e participou da celebração do segundo gol de Vini Jr.

Sportivamente, igualar Pelé é simbólico e reforça a longevidade de Neymar no ciclo da seleção, mas o caso também lembra os riscos de gerir minutos e condição física em um torneio extenuante. A volta agrega experiência ao elenco; a manutenção de desempenho dependerá agora de controle médico e carga de jogo nos próximos compromissos.