O Santos confirmou, após exames, que Neymar apresenta uma lesão muscular tipo 2B no reto femoral da coxa direita. O intervalo de recuperação para esse grau de lesão varia entre quatro e oito semanas, e a tendência é que o clube conte com o prazo máximo — o que pode manter o atacante fora por até dois meses.

O problema ocorreu na partida contra o Palmeiras, quando Neymar sentiu dores e foi substituído no intervalo. Pelo histórico recente do jogador, que voltou a lidar com seguidas contusões desde janeiro, a comissão médica sinaliza cautela: nas lesões anteriores o retorno nunca foi antecipado e exigiu todo o período previsto de recuperação.

O desfalque pesa no momento do Santos. A equipe vive disputa para se afastar da zona de rebaixamento no Brasileirão e ainda disputa a Copa Sul‑Americana, onde enfrentará o Atlético‑MG nas quartas. Cuca já admitiu que o time terá de “se virar sem ele” para a reta final, sinalizando perdas de referência tática e de criação.

Além de Neymar, o clube informou que Lucas Veríssimo está em tratamento após entorse no tornozelo direito e que Álvaro Barreal sofreu lesão no bíceps femoral esquerdo, apontada como grau 2A. Os dois também iniciaram recuperação no departamento médico do CT Rei Pelé e são dúvidas para as próximas partidas, inclusive o confronto contra o Internacional.

A sucessão de problemas físicos do principal jogador do elenco expõe fragilidades da montagem e da gestão de elenco: dependência de uma peça que não tem garantia de continuidade, caloroso calendário e necessidade de repertório coletivo. Com prazo estimado até o início de novembro para retorno, o Santos precisa ajustar a montagem do time e a estratégia para preservar a vaga na Série A e manter o sonho continental.