Neymar não entrou em campo no empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos, mas teve papel de protagonista fora do gramado. Ainda em recuperação de uma lesão na panturrilha diagnosticada como edema pelo Santos, o camisa 10 acompanhou o aquecimento, ficou no banco de reservas de tênis e boné e participou do vestiário no pré-jogo.
Durante a partida no MetLife Stadium, a presença do atacante foi visível: recebeu saudações de celebridades como Travis Scott e Tom Brady, acenou para as arquibancadas e reagiu a cada oportunidade. Comportou‑se como motivador — comemorou o golaço de Vinícius Júnior, protestou contra decisões da arbitragem e deu instruções individuais, por exemplo a Luiz Henrique na pausa para hidratação.
Após o apito final, Neymar cumprimentou companheiros e adversários, incluindo Hakimi e o goleiro Bono, e deixou o estádio acompanhado do filho Davi Lucca. Na preparação com a Seleção nos Estados Unidos, o atacante tem feito treinos com bola, mas sem calçar chuteiras, e tem passado mais tempo na fisioterapia; Carlo Ancelotti afirmou a expectativa de que ele retome treinos com o grupo na próxima semana.
O papel de Neymar como líder simbólico ameniza a ausência em campo, mas não a substitui: a Seleção depende de alternativas efetivas em campo enquanto a volta do craque segue incerta. A imagem do jogador como estímulo ao elenco reforça sua importância fora das quatro linhas, mas também mantém a interrogação técnica sobre o momento exato de sua volta ao time titular.