Com a convocação para a Copa do Mundo que será disputada no México, no Canadá e nos Estados Unidos, a seleção brasileira terá em seu elenco o maior artilheiro de sua história. Neymar chegou a 79 gols defendendo o Brasil e passa Pelé, que marcou 77. Atrás deles aparecem Ronaldo (62), Romário (56) e Zico (48).

O número consolida o atacante como referência nas estatísticas históricas da seleção, mas o retrato muda quando se observa apenas os Mundiais: Neymar tem oito gols em 13 partidas e figura na oitava posição entre os maiores goleadores brasileiros em Copas. À frente estão Ronaldo (15 em 19 jogos), Pelé (12 em 14), Ademir de Menezes (9 em 6), Jairzinho (9 em 16), Vavá (9 em 10), Leônidas (8 em 4) e Rivaldo (8 em 14).

Além do recorde de gols, o currículo de Neymar na seleção inclui a Copa das Confederações de 2013 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2016 – títulos que o colocam entre os nomes centrais das últimas gerações. Apesar disso, a diferença entre artilharia geral e desempenho em Copas acende um foco sobre a necessidade de rendimento nas partidas mais decisivas.

Do ponto de vista esportivo, o marco amplia a responsabilidade do jogador e cria expectativa para o torneio de 2026: será a oportunidade de traduzir liderança histórica em impacto decisivo em campo. O dado serve como retrato do momento, não como garantia, e coloca sobre a comissão técnica a missão de transformar desempenho individual em resultados coletivos.