A convocação de Neymar para o Mundial que será disputado no México, no Canadá e nos Estados Unidos traz um dado emblemático: o camisa 10 assumiu a artilharia histórica da seleção brasileira, com 79 gols. O atacante supera Pelé, que soma 77 tentos pelo Brasil.
Atrás da dupla aparecem nomes que marcaram diferentes eras: Ronaldo tem 62 gols, Romário 56 e Zico 48. A lista confirma a longevidade e a capacidade de Neymar em produzir gols ao longo dos anos, em amistosos, eliminatórias e torneios oficiais.
O contraste, porém, aparece ao olhar apenas para as participações em Copas do Mundo. Neymar tem oito gols em 13 jogos e figura apenas na oitava posição entre os maiores goleadores brasileiros em mundiais. Lidera essa lista histórica Ronaldo, com 15 gols em 19 jogos, seguido por Pelé (12 em 14).
Outros nomes com desempenho notável em Mundiais incluem Ademir de Menezes (9 gols em 6 jogos), Jairzinho (9 em 16), Vavá (9 em 10), Leônidas da Silva (8 em 4) e Rivaldo (8 em 14). Esses números mostram que o destaque geral de artilheiro não se traduz automaticamente em superioridade em Copas.
Para a seleção, a presença de Neymar soma repertório ofensivo e experiência em jogos decisivos. Ao mesmo tempo, os dados em Mundiais lembram limitações históricas: a marca pessoal é relevante, mas não elimina a necessidade de equilíbrio tático e eficiência coletiva em um torneio por eliminação direta.