Neymar intensificou o tratamento da lesão na panturrilha direita com o uso de uma esteira antigravidade — tecnologia desenvolvida originalmente pela Nasa — em sessões realizadas em Nova Jersey. A opção visa reduzir o impacto sobre a região lesionada e acelerar a recuperação com segurança, na tentativa de deixá‑lo apto para a estreia do Brasil na Copa do Mundo.
No equipamento, o atleta fica com a cintura vedada por uma saia inflável que permite controlar a carga exercida sobre as pernas, possibilitando caminhadas e corridas com menos peso corporal. A tecnologia não é novidade no futebol: já é utilizada há mais de uma década por clubes e foi adotada por equipes brasileiras como Cruzeiro e Flamengo.
A comissão técnica da Seleção programou um exame de imagem para esta segunda‑feira, que será determinante para a liberação ao trabalho de transição. Caso o resultado seja favorável, Neymar começará atividades com menor intensidade e impacto; apenas na sequência, se houver evolução, terá autorização para treinos com bola.
A movimentação expõe a urgência do cronograma diante da estreia, marcada para sábado contra Marrocos às 19h (de Brasília). A CBF busca equilibrar a pressa pela disponibilidade do camisa 10 com a necessidade de evitar retrocessos na recuperação: a volta ao time dependerá exclusivamente da avaliação médica e da resposta do jogador ao protocolo.
Nos próximos dias, o foco será o resultado do exame e a reação às cargas reduzidas na esteira antigravidade. A presença de Neymar em campo na estreia ainda é uma hipótese condicionada à evolução clínica — e será acompanhada de perto por comissão, clube e torcedores.