A Confederação Brasileira de Futebol confirmou nesta segunda-feira (15) que Neymar foi submetido a mais um exame de controle enquanto se recupera de uma lesão de grau 2 na panturrilha direita. O atacante, de 34 anos, voltou a ficar fora do treino em campo realizado no Columbia Park, centro do New York Red Bulls, em Morristown, e a tendência é de que sua presença na partida de sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, na Filadélfia, seja cada vez menos provável.

Desde a reapresentação à seleção, em 27 de maio na Granja Comary, o camisa 10 tem limitado sua rotina a sessões de fisioterapia e exercícios de fortalecimento — sem participar de treinos com bola. A CBF e o técnico Carlo Ancelotti têm indicado que a recuperação segue de forma positiva, mas não abriram calendário preciso para o retorno ao campo.

O caso expôs uma contradição entre relatórios: em 17 de maio o Santos havia informado que Neymar tinha apenas um edema decorrente de uma pancada sofrida na derrota para o Coritiba e que estaria apto até 31 de maio. Já o médico da seleção, Rodrigo Lasmar, apontou que seriam necessárias duas a três semanas de recuperação, prazo que termina nesta quarta (17). A diferença entre as versões do clube e da comissão médica nacional aumenta a dúvida sobre os próximos passos.

O Brasil estreia na Copa do Mundo com empate por 1 a 1 diante de Marrocos, em Nova Jersey, e Neymar ficou no banco no duelo. Com a indefinição médica, a comissão técnica terá de ajustar o plano ofensivo para o confronto com o Haiti, situação que pressiona decisões táticas em um momento em que rodar a equipe pode ser necessária para proteger a condição física do principal camisa da seleção.