Neymar voltou a se colocar no centro de uma polêmica após a derrota do Santos para o Fluminense por 3 a 2, na Vila Belmiro. Ao deixar o gramado com as mãos encostadas nas orelhas enquanto a torcida vaiava, o camisa 10 despertou interpretações diversas entre os presentes e um amplo debate nas redes sociais.
Horas depois, o jogador usou o Instagram para explicar o gesto: segundo ele, tratou‑se apenas de coçar o ouvido, e a repercussão teria extrapolado os limites aceitáveis. Em publicação anterior a seu desabafo, uma resposta ríspida a um comentário na conta da TNT Sports reforçou o tom de irritação do atleta diante das críticas.
No campo, Neymar teve atuação discreta e perdeu uma grande chance quando a partida estava empatada, e o Santos acabou vazado no fim. A derrota deixou o clube na 15ª posição do Brasileirão, com 13 pontos, em um cenário em que resultados ruins já geram preocupação real sobre a trajetória na temporada.
O episódio não surge isolado: nos últimos dias o atacante se desentendeu com torcedores após o empate com o Recoleta pela Sul‑Americana, e houve episódio de membros de uma organizada entrando no CT para cobrar elenco e comissão. A combinação de desempenho instável e atritos externos amplia a pressão sobre a direção e o técnico, que precisam mostrar reação imediata para conter desgaste e evitar agravamento no ambiente interno.