No duelo entre Vasco e Santos, válido pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro, Neymar precisou deixar o gramado por um minuto depois que o goleiro santista Gabriel Brazão recebeu atendimento médico após um choque na área. O movimento chamou atenção porque o atacante não foi substituído, nem tinha cartão, e voltou ao jogo minutos depois.

A interrupção seguiu uma nova determinação da CBF: sempre que o goleiro receber atendimento, um jogador de linha da mesma equipe deve permanecer fora de campo por 60 segundos. A medida, segundo a confederação, tem o objetivo de reduzir solicitações de atendimento sem necessidade e, consequentemente, impedir perda de tempo por parte de goleiros.

A regra especifica ainda que, em regra geral, o atleta que deve sair é o capitão. Caso o próprio goleiro seja o capitão, a equipe precisa indicar previamente um jogador de linha para cumprir a saída temporária. O dispositivo também vale quando um jogador de linha recebe atendimento: nesse caso, ele deve ficar fora por pelo menos um minuto antes de retornar.

Na prática, a determinação cria um custo imediato para a equipe que pede atendimento e força grupos e comissão técnica a avaliar com mais critério intervenções médicas em campo. Em São Januário, Neymar aguardou na lateral até o árbitro liberar o retorno — um exemplo de como a CBF busca tornar as paralisações menos vantajosas do ponto de vista tático.